← Voltar aos artigos
·1 min de leitura·#carreira#pessoas

Por que Devs Devem Ler Sobre Pessoas

Quando pensamos na formação de um desenvolvedor de software, logo nos vem à cabeça uma lista de tecnologias, frameworks e linguagens de programação que ele…

Quando pensamos na formação de um desenvolvedor de software, logo nos vem à cabeça uma lista de tecnologias, frameworks e linguagens de programação que ele precisa dominar para crescer na carreira. Mas existe um aspecto fundamental, quase sempre deixado de lado, que separa os profissionais medianos daqueles que realmente se destacam: a capacidade de entender e se relacionar com pessoas.

Durante boa parte da carreira, especialmente nos anos iniciais, é comum que o desenvolvedor foque todo o seu tempo em aprimorar suas habilidades técnicas. Afinal, é isso que a maioria dos processos seletivos cobra, é isso que as empresas medem nos primeiros anos de experiência. Só que, conforme o tempo passa e as responsabilidades aumentam, fica cada vez mais claro que o domínio da tecnologia não é suficiente para dar os próximos passos.

Quem busca sair da posição de júnior e almeja se tornar um especialista, arquiteto ou até mesmo um líder técnico, invariavelmente se depara com um novo desafio: lidar com pessoas. A capacidade de dialogar, ouvir, entender perspectivas diferentes, mediar conflitos e influenciar decisões se torna tão importante quanto saber implementar uma API ou criar uma arquitetura escalável.

E se o objetivo for seguir para uma posição de gestão, então, nem se fala. Praticamente tudo no dia a dia de um manager envolve pessoas: montar times, inspirar, orientar, negociar, dar e receber feedbacks. Nesse momento, aquele conhecimento técnico, que antes era o diferencial, vira apenas uma parte do trabalho. O que realmente faz diferença é saber lidar com gente.

Por isso, desenvolvedores que investem tempo em ler sobre comportamento humano, comunicação, inteligência emocional e relações interpessoais acabam levando vantagem na carreira. Eles se tornam mais completos, conseguem trabalhar melhor em equipe, constroem redes de confiança e são vistos como profissionais preparados para assumir novos desafios.

No fim das contas, tecnologia é feita por pessoas, para pessoas. E quem entende de gente, entende de tecnologia – e de carreira – muito além do código.

Recomendo fortemente a leitura do livro “O Principe, de Nicolau Maquiavel”, a idéia é entender o comportamento humano através da história, e na minha opinião, alguns não mudaram, mesmo milhares de anos depois.

Mas para quem quer um livro mais focado no papel de lider/arquiteto, vou recomendar aqui a leitura de um livro do que se espera nestes papeis, com a metáfora: o arquiteto deve ser capaz de transitar entre os andares da “empresa” — do porão (nível técnico) até a cobertura (nível executivo/negócio) — como um elevador, conectando decisões técnicas com estratégias de negócio.

Recomendação de leitura: https://www.amazon.com.br/Software-Architect-Elevator-Gregor-Hohpe/dp/1492077542/ref=asc_df_1492077542?mcid=016e9b1b4fa83df1914d8b785cd94a2f&tag=googleshopp00-20&linkCode​=df0&hvadid=709856848278&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=321961867229897772&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=9216076&hvtargid=pla-902931651543&psc=1&language=pt_BR&gad_source=1

Bruno Cunha

Bruno Cunha

Engenheiro de software. Escrevo sobre performance, .NET e os bastidores de sistemas que escalam.